segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Alho, Cultive pela sua saude!!!


Peço desculpa pelo tempo de pausa nos post's, mas não tenho tido muito tempo para dedicar ao blog.
Hoje vou deixar-vos um artigo sobre Alhos as suas beneces e como cultivar. Espero que seja proveitoso.
Allium sativum é a sua designação em Latim e referimo-nos ao alho comum.Regra geral quase todos nós utilizamos os dentes de alho na nossa alimentação como tempero, a verdade é que ele tem mais propriedades agradáveis além do paladar.
Muito utilizado, desde a antiguidade, os estudos têm vindo a comprovar a sua real eficácia. Outrora as pessoas comiam ou engoliam dentes de alho, hoje já não é necessário - um dos benefícios da actualidade as cápsulas! - vieram evitar esse desconforto, mas sobretudo vieram aumentar a quantidade de óleo concentrado responsável pelos efeitos benéficos.
O Alho tem várias aplicações… e não só para afastar vampiros e criaturas dessas, mas sobretudo outros ” montros” mais reais! As bactérias, vermes, parasitas… Estes não atacam em noite de lua cheia mas também nos “sugam”.
As aplicações do alho regra geral são as seguintes: Antibiótica Anti-inflamatória Anti-microbiana Anti-asmática Anti-oxidante Anti-cancerígeno Protector cardiovascular.
As patologias ou sintomas a serem tratados pelo alho são muito vastos, mas pode-se resumir a sua eficiência em: Distúrbios gastrointestinais, colesterol elevado, tensão arterial elevada, asma, bronquite, gripe, dores de dentes e mais recentemente os estudos comprovam a sua eficácia em cancro da mama e próstata.
O Alho deve ser consumido cru, pois após ser aquecido ou transformado, perde ou transforma as suas propriedades benéficas.
No caso das cápsulas, estamos a falar de extratos prensados a frio, macerações ou ainda alho envelhecido, que tem vindo a ser provado a sua eficácia e a ultrapassar as outras apresentações devido ao aumento da concentração das substâncias activas.
A recomendação vai para 500 a 1000mg de óleo Alho por dia, como efeito protector ou 1 a 2 dentes crus e frescos por dia. O seu uso excessivo ou em dosagens elevadas pode causar má digestão e irritabilidade da mucosa gástrica.
Deve ser evitado se estiver a tomar drogas sintéticas, pode haver o risco de potenciar algumas. Suspender nos casos: se já teve algum sintoma alérgico após a sua ingestão, em grávidas, lactentes e crianças até quatro anos e em pré e pós operatótio pois tem efeito anti-plaquetário.
Como cultivar:
Como escolher?
É muito importante escolher bem a semente para obter um bom resultado, aconselhamos a que use as suas sementes se as tiver ou as compre num bom estabelecimento.
Quando plantar?
Há duas estações para plantar os alhos: a Primavera e o Outono. Os dentes produzidos na Primavera são mais pequenos mas conservam-se mais tempo. O alho branco ou roxo de Outono em contrapartida, tem muito melhor rendimento.
Onde plantar?
O alho gosta de uma terra leve, não demasiado rica e um pouco calcária. As terras arenosas ficam-lhe muito bem! Por outro lado, não suporta a humidade, pelo que deverá ter o cuidado de lhe proporcionar uma boa drenagem. Pode acrescentar estrume mas nunca fresco!
Como plantar?
Enterre os dentes a cerca de 4cm de profundidadeDeixe entre dentes um espaço de 15cmAs filas devem ter pelo menos 25cm de distância entre elas.
Colheita
Plante quando plantar, o alho demorará cerca de 8 a 9 meses a estar maduro, e poderá aperceber-se disso quando as folhas começarem a murchar.
Uma vez retirados da terra, deixe-os secar ao sol e depois limpe-os cuidadosamente.
Rotação de Culturas
Após a colheita destas plantas e durante 3 anos esta parcela não deverá alojar alho, cebolas ou alho-francês.ConservaçãoPode fazer, com ajuda de fios de ráfia, réstias ou pode simplesmente atar em conjuntos de várias cabeças.
A temperaturas entre os 12 e os 15ºc o alho conserva-se sem mais exigências durante vários meses.
No proximo post, publicarei um artigo sobre Aquaponia, fica atento. ;)
You Plant??? You Should!!!

segunda-feira, 12 de março de 2012

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Broculos - Facil de produzir benéfico á saude, e combate o cancro da Mama

Os brócolos são constituídos por mais de 90% de água, o que faz dele um alimento... pouco calórico. São excelentes fornecedores de ácido fólico (Vitamina B9) e Vitamina C. É ainda fonte de vitamina A e Potássio. São vegetais da família Brassicaceae, uma das formas cultivadas de couve, tal como a couve-flor, o repolho, couve-de-bruxelas, entre outras. Têm a forma de pequenos arbustos com caule robusto, possuem uma coloração verde-escura no seu estado ótimo, com os botões totalmente fechados, talos firmes e folhas com aspeto fresco. As folhas, as flores e os pedúnculos florais são comestíveis. Os brócolos frescos duram cerca de duas semanas no frigorífico e só devem ser lavados aquando da sua preparação para não acelerar a sua degradação. Os brócolos congelados são uma ótima opção para quem tem um ritmo de vida mais agitado e não tem tempo para fazer compras com muita regularidade, uma vez que a congelação é um método de conservação que garante a cor, sabor e a maior parte dos nutrientes que tanto valorizam esta hortícola. Dicas Ao comprar brócolos frescos, opte pelos que possuem uma coloração verde-escura e evite os que possuem as pontas dos ramos amareladas. Fora de época pode sempre optar por brócolos congelados, pois estes possuem praticamente todos os nutrientes, quando comparados com o seu homólogo fresco. Deve evitar cozê-los demasiado, pois perdem vitaminas e alguns minerais hidrossolúveis e sensíveis à temperatura. O cheiro desagradável que liberta não deve ser impedimento para não consumi-lo. É característico e provém dos compostos sulfurosos que os brócolos possuem. A melhor forma de os cozinhar é a vapor até que fiquem com uma textura suave, mas mantendo a sua forma original. Acompanhe o seu prato principal com este hortícola, faça purés, saladas, massas, deixe-se levar pela sua criatividade.
Brócolos são uma planta anual de caule curto e erecto culminando numa inflorescência de cor verde acinzentada com folhas laterais que a tapam. Folhas alongadas e onduladas, de limbo de cor verde-escura com uma nervura central de cor branca. A parte útil é a inflorescência formada por um agrupamento de floretes verdes acinzentadas.
Condições recomendadas para o cultivo:
Luz: Não é muito exigente.
Temperatura: Entre 5º C e 30º C, sendo a temperatura ideal entre 10ºC e 25ºC.Semear:Clima Frio: Março a Setembro Clima quente: Agosto a Fevereiro
Solo: Pouco exigente. Convém remexer o solo periodicamente para manter a planta em condições de cultivo óptimas e evitar o aparecimento de ervas daninhas.
Recomendações para a plantação:
Distância entre plantas 40 cm.Distância entre linhas ou sulcos 70 cm.Se cultivada em vaso deixar necessita de uma largura mínima de 20 cm, comprimento 20 cm e altura 20 cm.
Rega: Planta pouco exigente quanto a necessidade de água. A rega deve ser pouco frequente. Se for cultivada em vaso é necessário regar mais frequentemente, dado que se desidrata com mais frequência, sobretudo no Verão.
Adubação: Aconselhamos a utilização de um composto orgânico.
Colheita: O seu estado de colheita óptimo é quando a folha está bem formada e compacta; se amadurecer em excesso, a couve amolece, com tendência a espigar. Para colher, corte com a faca pelo tronco na base da couve.
Valor nutritivo: Proporciona maioritariamente água e quantidades muito inferiores de hidratos de carbono e proteínas, pelo que é pouco energética, embora constitua um alimento rico em vitaminas, sais minerais e fibras. Quanto a vitaminas, destaca-se a presença de vitamina C e betacaroteno ou pro-vitamina A.
O Broculo Ajuda no Combate ao CANCRO DA MAMA!!!
A investigação revelou que o sulforafano, um composto derivado dos bróculos, atinge e mata as células-alvo do cancro de mama, as células que promovem o crescimento tumoral. Duxin dom Ph.D., professor adjunto de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Michigan Faculdade de Farmácia e pesquisador da Universidade de Michigan Comprehensive Cancer Center, e seus
colegas testaram o composto em ratos com cancro de mama e em culturas de células de cancro de mama humano. Os resultados mostraram que o tratamento com sulforafano levou a uma queda significativa na população de células-alvo cancerígenas e impediu o desenvolvimento de novos tumores. Além disso, o composto teve pouco efeito sobre as células normais. Os autores concluíram:
"Estes resultados suportam a utilização de sulforafano para a quimioprevenção das células-alvo do cancro de mama e garante uma avaliação clínica".

domingo, 11 de março de 2012

Como tratar ervas Daninhas num relvado!!!

Um leitor pediu-me a informação, de como poderia tratar o seu relvado. Pois tinha Ervas-Daninhas no seu Relvado e quer eliminaças, e eu vou postar informação, que normalmente é assim que costumo fazer.

Ver-se livre das ervas daninha da sua cobertura que se instala junto ao relvado que o sufoca. É o inimigo nº 1 da relva. Na verdade, instalam-se no local em que a relva perde a força. Quando há uma falta de luminosidade ou que o sol enfraquece superficialmente, a relva deixa uma parte do solo a nu e as ervas daninha vao ocupar esse espaço vazio. Se o relvado é mal cuidado, as ervas vão invadir rapidamente. O sulfato de ferro é o anti-musgo\anti-ervas daninhas mais frequentemente encontrado à venda. Ele mata rapidamente que vai enfraquece-las e devem ser de seguida ser retiradas. No entanto, não é aconselhável utilizá-lo sózinho: o sulfato de ferro acidifica o solo, o que vai encorajar a proliferação do musgo! O uso de um escarificador desalojará as ervas ao limpar o relvado. É uma das maneiras para limitar a presença das ervas, agindo mais nos sintomas do que na causa. É verdade que a melhor solução contra as ervas consiste simplesmente em espalhar cal agrícola, cerca de 100 gr por m², de preferência na Primavera. A cal torna o solo mais alcalino, o que vai desagradar as ervas daninhas, e vai dar mais vigor à relva. À sombra das árvores, pode ser preferível voltar a refazer a relva, remexer a terra e semear uma mistura rica de solo. Mas é verdade que as ervas daninhas tambem podem ter varias qualidades: apesar de tudo não é tão agradável poder andar descalço em cima das ervas e não ter de cortar a relva tantas vezes?
De todos os métodos, o que oferece melhores resultados e mais limpo é a limpeza manual.Retirar as rosetas. Essas folhas grandes, bem junto ao solo, não são nada elegantes. Uma vez nascidas não há outra solução para nos desfazermos delas: uma faca para as arrancar ou um herbicida para relva.
No primeiro caso, basta passar a lâmina abaixo da roseta e retirar a planta cortada.
O herbicida para relva é granulado e espalha-se pelo solo. Ele não vai retirar a planta (esta morre no sítio), o herbicida nela contido fica activo durante muito tempo, Para lutar contra os outros habitantes da relva como o trevo, as violetas ou a hera, apenas resta a solução química. Se não deseja recorrer à solução química, utilize os métodos que favoreçam a erva (gramíneas) em vez das plantas de folhas largas.Três receitas para uma relva bonitaPasse o rolo depois de cada chuvada: ao fazer isto vai encorajar a erva que dá origem à relva, a formar novas raízes e novos rebentos próximo do solo. É a melhor maneira de limitar a concorrência. Corte a relva o mais regularmente possível: ao cortar regularmente a relva, as plantas de folhas largas são desfavorecidas e a relva fica menos espaçada.

A maneira que eu utilizo é mesmo o corte todas as semanas, com a maquina de cortar relva...
quando nasce sempre no mesmo sitio ponho cal... e a relva depois volta a tapar ao se entrelaçar, isto se for grama, se for relvados de fofos e de dessa relva de rolo, convem jogar o herbicida, pois são relvados mais frageis que podem se queimar, e depois terem de substituir os pedaçõs queimados.

Espero que tenha sido util... Se precisarem de informações sobre cultivos, fale com a You Plant...

sábado, 10 de março de 2012

Cultivo de Tomates

Neste post, vou publicar, informações sobre tomates. Espero que seja util para a sua proxima plantação de tomates.

O tomate é uma das culturas mais comuns do mundo, sendo uma fonte
importante de vitaminas e uma cultura comercial importante para pequenos agricultores e agricultores comerciais de escala média.

O tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) tornou-se num dos legumes mais importantes do mundo. Em 2001, a produção mundial do tomate atingiu um nível de, aproximadamente, 105 milhões de toneladas de frutos frescos produzidos numa área estimada de 3,9 milhões de ha.
Como se trata de uma cultura com um ciclo relativamente curto e de altos rendimentos, a cultura do tomate tem boas perspectivas económicas e a área cultivada está a aumentar cada dia. O tomate pertence à família das Solanáceas.

Esta família inclui também outras espécies conhecidas, como sejam a batata, o tabaco, os pimentos e a beringela. O tomate tem a sua origem na zona andina de América do Sul, mas foi
domesticado no México e introduzido na Europa em 1544. Mais tarde, disseminou-se da Europa para a Ásia meridional e oriental, África e Oriente Médio. Mais recentemente, distribuiu-se tomate silvestre para outras partes da América do Sul e do México.


O tomate é uma planta anual, que pode atingir uma altura de mais de dois metros. Contudo, na América do Sul, pode-se colher frutos das mesmas plantas durante vários anos consecutivos. A
primeira colheita pode-se realizar 45-55 dias após a florescência, ou 90-120 dias depois da sementeira. A forma dos frutos difere conforme a cultivar (variedade cultivada). A cor dos frutos varia entre amarelo e vermelho.

Pode-se distinguir entre dois tipos de tomateiro:
o tipo alto ou tipo indeterminado
o tipo arbusto o tipo determinado
Estes dois tipos (alto e arbusto) constituem dois tipos de culturas completamente diferentes. Contudo, existem também variedades de tomateiro de porte semideterminado.
As variedades altas (indeterminadas) são mais apropriadas para culturas com um período de colheita prolongado. Continuam a desenvolver-se após a florescência. Esta característica denomina-se `indeterminada’. Embora, sob condições tropicais, o desenvolvimento possa parar devido a doenças e ataques de insectos, as plantas têm, geralmente,
uma folhagem mais abundante. Por conseguinte, reduz-se a temperatura dentro da cultura e os frutos crescem à sombra das folhas. Como os frutos estão assim cobertos, não são danificados pela luz do sol e amadurecem mais lentamente. Um amadurecimento mais lento e uma
razão folhas/frutos elevada melhoram o sabor dos frutos e aumentam a doçura. Os tipos altos deverão ser suportados por uma armação, Os tipos baixos suportam-se, geralmente, por si mesmos e não precisam de serem empados. Sob condições climáticas severas, como sejam tufões, pode ser recomendável empar as plantas.
Os tipos determinados param o seu desenvolvimento depois da florescência. Como as suas necessidades de mão-de-obra são mais reduzidas, o seu uso é comum nos cultivos comerciais. Têm uma frutificação relativamente
concentrada dentro de, apenas, duas ou três semanas e os seus frutos amadurecem com muito maior rapidez do que os dos tipos indeterminados
Descrição botânica do tomateiro
Raizame: sistema radicular vigoroso com raiz axial que se desenvolve até atingir uma profundidade de 50 cm ou mais. A raiz principal produz um denso
conjunto de raízes laterais e adventícias.
Caule: o seu porte varia entre erecto a prostrado. Cresce até atingir uma altura de 2-4 m. O caule é sólido, áspero, peludo e glandular.
Folhagem: folhas dispostas de forma helicoidal, com 15-50 cm de comprimento e 10-30 cm de largo. As folhas são de forma oval até oblonga, cobertas com pêlos glandulares. Entre as folhas maiores encontram-se pequenas
folhas pinadas. A inflorescência é de forma agrupada (cacho), produzindo 6-
12 flores. O pecíolo tem um comprimento de 3-6 cm.
Flores: As flores são bisexuais, regulares e têm um diâmetro de 1,5 -2 cm.
Desenvolvem-se opostos ou entre as folhas. O tubo de cálice é curto e peludo, e as sépalas são persistentes. No geral, há 6 pétalas com um comprimento que pode atingir 1 cm, de cor amarela e recurvas quando maduras. Há 6
estames, e as anteras são de cor amarela clara dispostas em redor do estilete provisto de uma ponta alongada estéril. O ovário tem uma posição superior e contém 2-9 compartimentos. Na maioria dos casos há autopolinização, mas em parte também há polinização cruzada. Os polinizadores mais importantes são as abelhas e os abelhões.
Fruto: uma baga carnosa, de forma globular a achatada e com 2-15 cm de
diâmetro. O fruto não maduro é verde e peludo. A cor do fruto maduro varia
entre amarelo, cor-de-laranja a vermelho. No geral, o fruto é redondo, com
uma superfície lisa ou canelada. Sementes: abundantes, com forma de rim ou de pêra. São peludas, de cor castanha clara, com 3-5 mm de comprimento e 2-4 mm de largura. O embrião
está envolto no endosperma. O peso de 1000 sementes é, aproximadamente,
de 2,5 – 3,5 g.

Condições de Cultivo: Temperatura e luz .

O tomate requer um clima relativamente fresco, árido, para dar uma produção elevada de primeira qualidade. Contudo, esta planta adaptou-se a um amplo leque de condições climáticas, variando entre temperada a quente e húmida tropical. A temperatura óptima da maioria das variedades situa-se entre 21 a 24 °C. As plantas podem sobreviver certa amplitude de temperatura, mas abaixo de 10 °C e acima de 38 °C danificam-se os tecidos das mesmas. Os tomateiros reagem às variações da temperatura que têm lugar durante o ciclo de crescimento, de forma a que são afectadas p.ex. a germinação de sementes, o desenvolvimento de plântulas, a florescência, a frutificação e a qualidade dos frutos. Quando durante a florescência há períodos
persistentes de tempo fresco ou quente, reduz-se a produção de pólen e isto terá influência na frutificação. Quando há gelo, as plantas serão destruídas. Para prevenir danos provocados pelo gelo, é recomendável adiar a sementeira até o inverno ter acabado completamente. É possí-
vel semear antes desse momento, mas então deve ser feito dentro (em vasos ou tabuleiros). A intensidade da luz afecta a cor das folhas, a frutificação e a cor dos frutos.

Nas planícies tropicais, a temperatura mínima nocturna também é importante,
visto as temperaturas abaixo de 21 °C poderem provocar o aborto de frutos.
Água e humidade
Pode-se usar uma simples regra prática para determinar se o abastecimento local de água é suficiente para cultivar o tomate. Se houver plantas herbáceas (plantas com muitas folhas finas) a crescerem no ambiente natural, será possível cultivar-se tomate. De qualquer maneira, é necessário que se possa contar com um período de chuvas de três meses, no mínimo. O stress devido à escassez de humidade e períodos secos prolongados provocam a queda de botões e flores e a racha dos frutos. Contudo, quando há chuvas muito fortes e a humidade é demasiadamente alta, incrementar-se-ão o desenvolvimento de fungos e o apodrecimento dos frutos. Além disso, embora a nebulosidade abrande o amadurecimento dos tomates, existem cultivares adaptadas para uso nestas circunstâncias. As companhias produtoras de sementes fornecem variedades especiais de tomate apropriadas para o cultivo do mesmo em climas quentes e húmidos.
Solo O tomate cresce bem na maioria dos solos minerais com uma capacidade apropriada de retenção de água, arejamento, e isentos de salinidade. A planta prefere solos franco-arenosos profundos, bem drenados. A camada superficial deve ser permeável. Uma espessura do solo de
15 até 20 cm é favorável para o desenvolvimento de uma cultura saudável. Caso se trate de solos argilosos pesados, uma lavoura profunda permite uma melhor penetração das raízes.
O tomate é moderadamente tolerante a valores de pH de uma amplitude ampla (nível de acidez), mas desenvolve-se bem em solos com um pH= 5,5 – 6,8 com uma disponibilidade e abastecimento apropriados de nutrientes. A adição de matéria orgânica é, geralmente, favorável
para um crescimento adequado. Os solos com um teor muito alto de matéria orgânica, como sejam terras turfosas, são menos apropriados devido à sua alta capacidade de retenção de água e as deficiências de nutrientes.

O Cultivo - Preparação do terreno
É necessário lavrar o terreno com charrua (ou sachá-lo) de forma a prepará-lo para uma nova cultura. Desta maneira, melhora-se a estrutura e aumenta a capacidade de retenção de humidade. Em zonas onde a água constitui um factor limitante, a lavra do terreno aumenta também a conservação de água. A lavra do terreno depois da colheita da cultura anterior também melhora a estrutura do solo e a capacidade de retenção de humidade. Além disso, a exposição do solo ao sol ardente também ajuda a reduzir pragas e doenças transmitidas através do solo.
É necessário aplicar uma lavoura profunda para quebrar uma camada dura, impermeável do subsolo (calo de lavoura), remover as ervas daninhas e fazer com que o solo obtenha uma estrutura friável. Também estimula o crescimento das raízes (desenvolvimento radicular). É, geralmente, necessário passar o rastelo duas vezes para aplanar o terreno, desfazendo os torrões e removendo os restos da cultura anterior. O tomate pode ser cultivado em canteiros levantados, cômoros ou sulcos, para facilitar a drenagem ou a rega, respectivamente. Apesar disto, mais de 60% das culturas é ainda cultivada com uso da rega por inundação.

Preparação de Viveiro\Estufa
A cama de sementes deve ter uma largura de 60 - 120 cm e uma altura de 20-25 cm. O seu comprimento depende da quantidade desejada de plântulas. Devem-se remover torrões e restolhos. Acrescentar estrume de estábulo, bem decomposto, e areia fina. Fazer com que a cama de sementes obtenha uma estrutura friável. A fim de cultivar uma quantidade de plantas que seja suficiente para um hectare, dever-se-ão semear 150-200 g de sementes em 250 m2 de camas de sementes.
Traçar linhas, a uma distância de 10-15 cm, ao longo do comprimento da cama de sementes. Semear as sementes ralamente nas linhas e pressionar ligeiramente. Cobrir as sementes com areia fina e palha. Regar a cama de sementes duas vezes por dia para fazer com que haja suficiente humidade para a germinação. Depois da germinação a palha deve ser removida.
Cultivo das plântulas do tomate em recinto fechado O cultivo das plântulas do tomate em recinto fechado é um método fácil, rentável e saudável. Semear uma semente num vaso (de folha de bananeira) com um diâmetro de 7,5 cm ou num tabuleiro de plântulas. Cobrir, levemente,
as sementes com terra para vaso. Fazer com que a terra ou o composto seja húmido mas não encharcado. Colocar os vasos num local quente (até 27 ºC) e escuro (ver o Capítulo 7).
As plântulas surgirão dentro de 7-10 dias. Após a germinação, as plantas precisam de luz, mas não devem estar expostas directamente ao sol para prevenir que as folhas se queimem. Desbastar as plântulas, deixando a plântula mais sadia no vaso. Quando as raízes aparecem através do fundo do vaso (aproximadamente 4 semanas depois da sementeira), trasladar as plantas para um vaso maior (12,5 cm). Sete semanas após a sementeira das sementes, as plantas estarão prontas para serem transplantadas para o campo. Suportar as plantas com estacas (empar).
As plantas de vaso podem ser guardadas em recinto fechado. Cinco plantas fornecerão frutos saudáveis durante um período de até três meses para um agregado familiar de 5 pessoas.~

Nutrição

Organica
Estrume de estábulo, estrume das galinhas e composto são três tipos
de estrumes orgânicos.
É preferível usar o estrume de estábulo em solos arenosos em vez de em solos argilosos, visto que este estrume é muito pegajoso.
A aplicação do estrume a solos arenosos faz com que estes
já não se desagreguem tão facilmente e, por conseguinte, serão capazes de reterem uma maior quantidade de água.
O estrume das galinhas tem, geralmente, um vigor que iguala 3 até 4 vezes a do estrume de estábulo. O estrume de galinhas é um tipo de estrume muito valioso, visto as plantas poderem absorver facilmente os nutrientes procedentes do mesmo.
Vantagens do composto e do estrume.
Melhoram a fertilidade e a estrutura do solo, e reduzem a necessidade de aplicar fósforo (P), azoto (N) e potássio (K). Fornecem um leque de nutrientes
para as culturas e podem ser preparados num período de 2,5 – 3 meses...

Quimica
Os fertilizantes químicos (com excepção do cálcio) não melhoram a estrutura do solo mas enriquecem o solo fornecendo nutrientes. Os fertilizantes químicos são relativamente dispendiosos mas, desde o ponto de vista de teor de nutrientes, em algumas zonas o fertilizante é menos dispendioso do que o estrume. Num sistema de cultivo em pequena escala e em situações de preços variáveis e rendimentos limitados (devido à presença de doenças, um clima desfavorável ou solos deficientes) não vale a pena usar grandes quantidades de fertilizantes 20 A cultura do tomate químicos. Os fertilizantes químicos podem ser classificados em dois
grupos: fertilizantes compostos e fertilizantes simples. Fertilizantes químicos compostos.
Este tipo de fertilizante é uma mistura de azoto (=N), compostos fosfóricos (=P2O5) e potassa (=K2O). O fertilizante composto 12-24-12 contém 12% de N (azoto), 24% de P (fósforo) e 12% de K (potássio)

Rega
O tomate não é resistente à seca. Por conseguinte, os rendimentos diminuem consideravelmente após curtos períodos de escassez de água. É importante regar as plantas com frequência, particularmente durante a florescência e a frutificação. A quantidade de água necessária depende do tipo de solo e das condições climáticas (pluviosidade, humidade e temperatura). Em solos arenosos é particularmente importante regar com frequência (p.ex. 3 vezes por semana). Em boas circunstâncias uma rega por semana deve ser suficiente.


Poda
É importante que os tomateiros sejam podados, particularmente no caso de se tratar de arbustos densos e tipos indeterminados. Desta maneira, melhoram-se a intercepção da luz e a circulação do ar. À poda dos rebentos laterais chama-se desponta lateral. À poda da cabeça do
caule chama-se desponta apical. A necessidade da poda depende do tipo da planta e do tamanho e da qualidade dos frutos (se as plantas não forem podadas, crescerão de
forma aleatória e os frutos serão mais pequenos).

Rotação de culturas
Se se tratar de uma monocultura de tomate, é importante aplicar uma rotação de culturas. A rotação de culturas implica o plantio de diferentes culturas no campo em cada período de cultivo para apenas voltar ao plantio da mesma cultura depois de, no mínimo, três períodos de
cultivo. Desta maneira, interrompe-se o ciclo vital dos organismos patogénicos e reduz-se a possibilidade de danos provocados por doenças ou pragas.
Cultivar duas diferentes culturas sucessivas antes de plantar, novamente, o tomate no mesmo campo (quer dizer, uma vez por cada três períodos de cultivo, p.ex.: cereais-legumes-tomate).


Espero que o post tenha sido proveitoso e esperamos que You Plant!!!
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aloe Vera - Planta Medicinal

Aloe Veraé uma das plantas medicinais mais conhecidas e populares entre todo o mundo, usada há muito tempo por parte de civilizações antigas, tem um poder de cura muito fora do normal, nomeadamente para as queimaduras. A sua origem é na África do Sul, se bem que hoje em dia dava a popularidade desta nos últimos anos, existem plantações em várias regiões do mundo e são muitas as pessoas que têm um exemplar plantado no seu próprio jardim de casa, até porque é uma planta de muito fácil manutenção e que sobrevive praticamente em todos os climas.Esta é uma planta que tanto pode ser usada no interior como exterior do corpo humano, isto é, as suas fantásticas características e a sua composição, permitem que esta seja usada para o tratamento de queimaduras, cortes ou até manchas da pele, mas ao mesmo tempo poderá ser usada em forma de sumo ou chá para a ajuda no sistema digestivo ou mesmo para o combate a pequenos problemas intestinais. No entanto, como em tudo existem algumas contraindicações que vamos explorar mais abaixo para que tenha plena consciência do que não deve fazer, sabendo de ante mão que as plantas medicinais devem ser usadas sempre com a indicação do médico de família para que não tenha o efeito contrário ao desejado.A Aloe Vera é uma das 400 variedades do Aloe, uma planta que geralmente não ultrapassa os 60m de altura, de cor verde e flores amarelas e laranjas. Durante muito tempo estudos afirmaram que esta pertencia à família das Liliáceas, mas estudos recentes confirmam que esta pertence à família das Asphodeláceas. Pela maioria das pessoas é conhecida pelo seu nome popular de “Cacto dos Aflitos” ou “Cura Câncros”, principalmente devido à sua utilidade fantástica na ajuda da cura de algumas doenças de pele bastante graves, entre outras.
Esta planta poderá ser utilizada no interior e exterior do corpo humano, sendo que é muito mais comum a sua utilização no exterior já que devido às inúmeras alterações que esta pode ter, a sua ingestão se não for controlada por um profissional da saúde pode mesmo causar problemas de saúde bastante sérios.Assim, a sua utilização exterior poderá ser feita diretamente sobre a pele para o combate às dores provenientes de queimaduras solares ou outras, picadas de insetos ou simplesmente usada como cicatrizante para os vários tipos de cortes. De uma forma geral, esta é a planta medicinal mais utilizada para combater alguns problemas de pele, principalmente pelo seu fantástico poder regenerador que acelera o crescimento de novas células que ajudam a combater os vários tipos de problemas na pele tidos.
Para utilizar o Aloe Vera não é necessário recorrer a nenhum especialista, já que é apenas necessário cortar uma das suas folhas de forma longitudinal, retirando o gel transparente do seu interior e aplicando na pele exatamente sobre o local onde existe a queimadura ou o corte. Mesmo que não utilize todo o gel do seu interior de uma única vez, é possível preservar o gel em frascos no frigorífico ou se for para uma utilização diária a própria folha aguenta alguns dias.Quanto à sua utilização interior é aconselhável que recorra sempre a uma consulta médica com um especialista em plantas medicinais para que este o aconselhe a melhor forma de fazer o tratamento.No entanto, é importante salientar que esta planta medicinal não deve ser usada por grávidas, durante a gravidez e amamentação, principalmente pelas suas características purgativas e laxantes já que pode mesmo vir a trazer problemas sérios para o bebé. Não deverá ainda ser utilizado por pessoas que tiverem problemas renais ou hemorroidas.
Plante um cacto de Aloe Vera, Decore a sua casa com um cacto Aloe Vera e utilize no seu dia dia como várias opções como vem no post.
You Plant??? You Should!!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Arte de Regar Bem!!!

Para muitos o dilema sobre a rega, os muitos ses... aqui explicados espero que gostem.
Fala-se muito de jardim sem rega e de restrições de água. Regar um jardim é por vezes indispensável, às vezes não. Ao aprender a fazer a diferença, vai reservar a água às plantas que têm realmente necessidade !
As plantas em vaso
As plantas em vasoSão prisioneiras do volume que foi atribuído. Para elas, não hà maneira de ir buscar água noutro sitio, a não ser que as raizes escapam-se pelo buraco de drenagem (os buracos no fundo do vaso), o que não é desejável por várias razões. É necessário portanto regar regularmente as plantas em vaso. Muitas vezes, o jardineiro noviço pergunta-se quantas vezes regar. A resposta não é complicada : não há boa frequência, é preciso regar simplesmente quando a planta tem sede ! Se choveu, que faz fresco ou que a planta dispõe de um grande volume de terra no vaso, não é preciso de logo pegar o regador. Se pelo contrário o tempo for quente ou que tiver vento, é necessário verificar regularmente o estado do solo. Ao tocar, se a superfície do solo for seca, é talvez necessário molhar ligeiramente.
As plantas jovens (novas)
Uma planta jovem, que possui um torrão de pequeno volume na plantação, tem poucas possibilidades de ir pegar a água aos arredores. Muito depressa, vai emitir raizes para ir explorar os arredores (se a terra foi bem trabalhada). Mas no início, encontra-se em terra assim como em vaso e uma rega ajuda a manter-se esperando que as raizes façam corpo com o solo. Mesmo as plantas que não necessitam rega à idade adulta precisam deste implulso, no primeiro ano por exemplo.
Terra amontoada, terra mal regada
O trabalho do solo influencia o escoamento da água no solo e portanto a sensibilidade das plantas à falta de água ! Quando a terra é compactada, comporta-se como um pavio : na superfície, a água evapora-se sob a ação do sol e do vento, aspirando muito simplesmente a água em profundidade. Pelo contrário, este efeito de pavio não existe numa terra bem arejada. A superfície do solo seca-se mesmo assim mas a terra não foi montoada, a água situada embaixo não é levada. Daí o ditado conhecido : "uma binagem vale duas regas". Na verdade, uma binagem (ação que consiste a quebrar a crosta na superfície da terra e portanto a descompactar de maneira superficial a terra) não vale duas regas mas poupa importantes contributos de água. Binar a terra ao pé de uma planta que tem sede não vai ajudar a situação ! Mas uma vez regada, uma binagem vai afastar a data do próximo contributo de água.
 
Regar muito...
Regar muito...Tenha cuidado a não regar demasiado. O excesso é pior que o mal (a doença). Muita água apodrece as raizes por asfixia. As plantas adquirem uma cor amarelada, e crescem menos. Os vegetais de sebe, como os fusanos e os Elaeagnus, podem também perder as suas folhas. Neste caso, é preciso limitar as regas e de certeza melhorar a drenagem ao pé porque a água escoa-se mal no solo.
Quando rega muitas vezes, arrisca-se também tornar a planta dependente à irrigação. Isto é particularmente verdade com a relva. A desfrutar de uma rega regular, a planta não tem de buscar a água muito em profundidade : satisfaz-se a explorar aquela que você lhe trazer, com a ajuda das raizes situadas perto da superfície do solo. E quando a seca chega, que não regar mais… é um desastre para a planta ! O solo seca-se em superfície e a planta dependente à água de rega enfraquece. Pelo contrário, uma planta "privada" vai passar melhor o verão!


Fazer escorrer água ao pé de uma planta, é simples ! Mas trazer a boa quantidade sem excessos nem falta, é melhor.
As boas quantidades
O volume de água a trazer à uma planta depende de vários parâmetros : as suas necessidades naturais (conforme trata-se de uma planta de terreno húmido ou de terreno seco), a quantidade de água que as chuvas trouxeram e a textura da terra (arenosa ou argilosa). Estes parâmetros variam tanto que é difícil dar medidas exactas : a mesma planta aqui pode se passar de qualquer rega enquanto que aqui, é necessário trazer-lhe pelo menos 200 litros no ano !
Informe-se portanto sobre as necessidades dos vegetais que plantou ou que pensa instalar. Privilegie os vegetais que resistem à seca se a sua terra for arenosa ou que a região recebe menos água que noutro lugar. Em zona húmida, como no fundo de vale ou perto dos cursos de água, não se obstine a querer cultivar plantas que têm poucas necessidades de água : como vamos vê-lo, vão ficar doentes.
Algumas marcas
Quando uma planta vê as suas folhas amolecer, é urgente trazer-lhe água. Com a experiência, damo-nos conta da falta de rega um pouco antes : a folha perde do seu brilho, é mais mate que de custume, e isto durante algumas horas antes de murchar. As plantas que murcham muito frequentemente necessitam regas mais frequentes e mais regulares : aumente as quantidades à cada contributo (em terra argilosa) ou aumentar a frequência (em solo arenoso).
Nas árvores e nos arbustos, a sede localiza-se mais dificilmente, porque os ramos não se dobram. A cor amarelo precoce das folhas (às vezes a partir do mês de agosto), um crescimento anormalmente limitado ou mesmo uma floração a contra - estação constitui os sinais de uma falta de água. Não é necessário temer, em solo poroso e seco, de trazer 50 litros por semana a uma jovem árvore em pleno crescimento !
Algumas plantas manifestam de maneira estranha uma sede crónica. Assim no tomate, as folhas enrolam-se, enquanto que o buxo toma uma tonalidade cor de laranja.
 
Saber dosar
Quando rega-se à mangueira, tem-se muito depressa a impressão de inundar a planta. Escorre rapidamente e faz barulho... mas na realidade, às vezes não se puz mais de um litro de água à uma planta que reclamava dez vezes mais ! Faça o teste : conte o número de segundo necessários para o preenchimento de um regador-padrão, e ajuste o tempo passado a regar as plantas à mangueira. Com o regador, a medida é mais fácil, porque tem-se consciência de trazer um meio regador ou um regador completo.
Muita água : os prejuízos
Bem regar, é também não regar demasiado. Muitas plantas sofrem de um solo encharcado por causa de contributos demasiado generosos. É o caso das roseiras, que vão desenvolver doenças das raizes e de seguida enfraquecer. As sebes de arbustos com folhas persistentes, como os Eleagnus vão tomar uma cor amarelada. Se o excesso durar no tempo, vão perder as suas folhas e enfraquecer. O novato diz-se que devem ter sede, regue ainda mais... e acentua o problema ! É necessário pelo contrário reduzir as regas, tocar a terra antes de regar de novo : se estiver ainda húmida ao tocar, é necessário ainda esperar.
As plantas com a folhagem prateada, muitas vezes as mais sóbrias (simples), podem tomar uma cor amarela quando recebem muita água. Muitas vezes, são menos velosas, menos cinzentas de aparência. Os seus talos são mais lançados, como estioladas. Os seus tecidos suaves sofrem dos pulgões e de números insectos que picam, que aproveitam da sua fraqueza : neste caso, deixe o regador de férias !

As plantas cultivadas em vasos e em jardineiras não podem ir procurar elas mesmas a água que lhes falta. Tem portante uma grande responsabilidade no que diz respeito a estas protegidas!
Não há regra específica para regar as plantas em vaso. Esqueça os conselhos do tipo “rega duas vezes por semana” porque vai incentivá-lo a cometer erros, regando demais ou não o suficiente. Mais vale avaliar as necessidades da planta e responder de maneira apropriada. Se for noviço, não se preocupe : aprende-se muito depressa !
 
Tocar, o bom gesto
Molhe a superfície da terra em vaso e deixe escorrer o excesso de água durante alguns minutos. Colocando a mão na superfície da terra, sem apertar, dá-se conta da presença de água. Se esperar mais um pouco, por exemplo após um dia se não fizer demasiado calor, a superfície ao tocar vai parecer húmida, nem encharcada nem seca. Se apertar muito forte, vai sentir talvez mais a sensação de humidade. E se esperar ainda, a sensação corresponde ao tocar de uma superfície seca. Mesmo apertando fortemente, impossível detectar a presença de água. A terra está então seca ao tocar e deve ser regada.
Qual quantidade ?
A quantidade varia conforme o volume do vaso e portanto do tamanho da planta. Um pequeno vaso vai secar mais depressa que um grande vaso, que tem mais inércia. Na prática, traga tanta água que necessário para manter a superfície da terra humida ao tocar, mas também não encharcada. Não deixe o pires preenchido de água permanentemente : as plantas não suportam de ver as suas raizes mergulhadas na água e apodrecem, com raras excepções.
A maneira a mais prática de regar é mergulhar o vaso num balde de água durante cerca de uma meia hora, deixar escorrer o excesso e colocar depois a planta no lugar.

As caixas com reserva de água
Dispensam da tarefa de rega, é verdade. Mas não têm apenas vantagens se forem utilizadas sem discernimento. Primeiro, não utilizá-las no exterior mas apenas dentro de casa. Depois uma trovoada ou uma chuva forte, transformar-se-iam em aquário e as suas plantas apodreceriam muito depressa !
No interior, reserve as caixas às plantas sólidas, que aceitam ver as suas raizes permanecer em contacto com a água, como os papiros (Cyperus alternifolia). Para este tipo de plantas, a caixa com reserva de água é ideal.
Tártaro na terra
À força de regar com a água calcária, forma-se uma crosta (casca) inestética na superfície da terra e até fora dos vasos de barro. Para além do seu aspecto inestético, esta crosta não é sã para a planta. Retire-a escovando o vaso e tente regar mais frequentemente com uma água não calcária, como a água de chuva ou a água da torneira ascrescentada de sumo de limão para 5 L.
Cuidado com o frio !
Última precaução quando trata-se de regar plantas em vaso, especialmente no interior : certifique-se que a água não seja demasiada fria. Uma água fria provoca um estresse considerável em uma planta de apartamento no inverno. As suas raizes podem perecer, fazendo murchar a planta quando a terra está molhada ! Mais vale deixar a água pôr-se a temperatura durante algumas horas antes de a utilizar. Ou então, fazer escorrer uma água tépida (20°C apenas) no seu regador no momento de regar.

Dependendo da região na qual encontra-se o seu jardim, poderá recuperar para a utilização de 400 à 800 litros de água por ano e por m ² de telhado : vai fazer grandes economias na sua factura de água !
Os números (dados) indicados pelos fabricantes são muitas vezes superiores mas não se engane : são calculados para um telhado plano e recebendo todas as chuvas, o que não é o caso na prática. Seja como for, a recuperação das águas de chuva vale sempre a pena.
Colectar
Encontrará no comércio sistemas a ligar num algeroz, mais precisamente sobre o que se chama o tubo de descida. Os modelos sofisticados possuem um filtro que retem as folhas mortas, que deixa passar apenas uma água limpa. Se recuperar a água directamente à saída do tubo, vai colher a agua com as impurezas, que pode sujar a sua reserva de água. O risco não é de ter uma água turva mas mais de tapar o regador ou outro aparelho de rega ! Saíba também que pode muito bem regar com uma água que não é perfeitamente cristalina. Até “uma água enferrujada” pode servir, nas plantações robustas (coníferos, bambus…). Não é no entanto o ideal !
Armazenar (depositar)
Toda a dificuldade consiste a colectar a água no momento em que as necessidades do jardim são fracas, do outono até a primavera, para restituir às culturas o resto do tempo, quando a chuva falta. É necessário portanto prever uma cuba suficientemente volumosa para “fazer a soldadura” entre dois episódios chuvosos.
Nas regiões onde os verões são secos, encare uma cisterna de grande capacidade (até a 10m3, ou mais). Este tipo de cuba deve ser enterrada com a utilização de uma terraplanagem a efectuar à máquina escavadora. Trata-se de um verdadeiro investimento, que é amortizado ao longo de vários anos.
Nas regiões bem regadas, cisternas de pequena capacidade (1m3) serão suficientes para esperar a próxima chuva. Utilize uma cisterna destinada à recuperação de água de chuva e não reutilize um casco que continha substâncias perigosas. Não é somente… bidão mas potencialmente nocivo para sí e para o ambiente.
Certifique-se além disso que a cisterna instalada oferece-lhe a possibilidade de conhecer a quantidade de água que ela contém sem ter que adevinhar às cegas : um indicador de nível será uma opção apreciável.
Utilizar
Embora muitas vezes pensamos à capacidade da cisterna de armazenamento da água de chuva, pensa-se muito manos à forma como a água estará disponível. Uma vez a água na cuba, é necessário extrair-a para espalhar-a ao pé das plantas. Sem bomba ou sistema de pressurização, vai muito depressa se cansar de regar ao regador, mesmo se tem também suas vantagens !
Uma bomba é portante necessário. Existe kits (conjuntos) completos, que não somente têm uma bomba mas fornecem água sob pressão, como à que escorre da torneira. Poderá então utilizar esta água nos sistemas de irrigação (tubos, regadores, etc.), que precisam de uma certa pressão para funcionar.
Uma cuba em boa saúde (em bom estado)
No ideal, será necessário purgar a cisterna cada ano, antes do outono. A água da chuva veicula sempre fragmentos (bocados) (pedaços de folhas, raminhos, insectos, etc.), a formação de lodo no fundo é inevitável. Isto é ainda mais verdadeiro se árvores encontram-se à proximidade ou se o telhado for musgoso. Na região fria, as cubas não enterrados podem completamente congelar durante invernos rigorosos : tem que as esvaziar para evitar que rachem-se sob o efeito do gelo.

Deixo-vos este post que foi uma pesquisa a um site da planfor pelo sr. Jean Michel.

You Plant??? You Should!!!