O Blog You Plant foi criado com a perspectiva de mostrar ideias de Cultivo, desde ás mais práticas e ecológicas ás mais complexas e industriais. 01 Fevereiro de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Broculos - Facil de produzir benéfico á saude, e combate o cancro da Mama
Os brócolos são constituídos por mais de 90% de água, o que faz dele um alimento... pouco calórico. São excelentes
fornecedores de ácido fólico (Vitamina B9) e Vitamina C. É ainda fonte de vitamina A e Potássio. São vegetais da família Brassicaceae, uma das formas cultivadas de couve, tal como a couve-flor, o repolho, couve-de-bruxelas, entre outras. Têm a forma de pequenos arbustos com caule robusto, possuem uma coloração verde-escura no seu estado ótimo, com os botões totalmente fechados, talos firmes e folhas com aspeto fresco. As folhas, as flores e os pedúnculos florais são comestíveis. Os brócolos frescos duram cerca de duas semanas no frigorífico e só devem ser lavados aquando da sua preparação para não acelerar a sua degradação. Os brócolos congelados são uma ótima opção para quem tem um ritmo de vida mais agitado e não tem tempo para fazer compras com muita regularidade, uma vez que a congelação é um método de conservação que garante a cor, sabor e a maior parte dos nutrientes que tanto valorizam esta hortícola. Dicas Ao comprar brócolos frescos, opte pelos que possuem uma coloração verde-escura e evite os que possuem as pontas dos ramos amareladas. Fora de época pode sempre optar por brócolos congelados, pois estes possuem praticamente todos os nutrientes, quando comparados com o seu homólogo fresco. Deve evitar cozê-los demasiado, pois perdem vitaminas e alguns minerais hidrossolúveis e sensíveis à temperatura. O cheiro desagradável que liberta não deve ser impedimento para não consumi-lo. É característico e provém dos compostos sulfurosos que os brócolos possuem. A melhor forma de os cozinhar é a vapor até que fiquem com uma textura suave, mas mantendo a sua forma original. Acompanhe o seu prato principal com este hortícola, faça purés, saladas, massas, deixe-se levar pela sua criatividade.
fornecedores de ácido fólico (Vitamina B9) e Vitamina C. É ainda fonte de vitamina A e Potássio. São vegetais da família Brassicaceae, uma das formas cultivadas de couve, tal como a couve-flor, o repolho, couve-de-bruxelas, entre outras. Têm a forma de pequenos arbustos com caule robusto, possuem uma coloração verde-escura no seu estado ótimo, com os botões totalmente fechados, talos firmes e folhas com aspeto fresco. As folhas, as flores e os pedúnculos florais são comestíveis. Os brócolos frescos duram cerca de duas semanas no frigorífico e só devem ser lavados aquando da sua preparação para não acelerar a sua degradação. Os brócolos congelados são uma ótima opção para quem tem um ritmo de vida mais agitado e não tem tempo para fazer compras com muita regularidade, uma vez que a congelação é um método de conservação que garante a cor, sabor e a maior parte dos nutrientes que tanto valorizam esta hortícola. Dicas Ao comprar brócolos frescos, opte pelos que possuem uma coloração verde-escura e evite os que possuem as pontas dos ramos amareladas. Fora de época pode sempre optar por brócolos congelados, pois estes possuem praticamente todos os nutrientes, quando comparados com o seu homólogo fresco. Deve evitar cozê-los demasiado, pois perdem vitaminas e alguns minerais hidrossolúveis e sensíveis à temperatura. O cheiro desagradável que liberta não deve ser impedimento para não consumi-lo. É característico e provém dos compostos sulfurosos que os brócolos possuem. A melhor forma de os cozinhar é a vapor até que fiquem com uma textura suave, mas mantendo a sua forma original. Acompanhe o seu prato principal com este hortícola, faça purés, saladas, massas, deixe-se levar pela sua criatividade.Brócolos são uma planta anual de caule curto e erecto culminando numa inflorescência de cor verde acinzentada com folhas laterais que a tapam. Folhas alongadas e onduladas, de limbo de cor verde-escura com uma nervura central de cor branca. A parte útil é a inflorescência formada por um agrupamento de floretes verdes acinzentadas.
Luz: Não é muito exigente.
Temperatura: Entre 5º C e 30º C, sendo a temperatura ideal entre 10ºC e 25ºC.Semear:Clima Frio: Março a Setembro Clima quente: Agosto a Fevereiro
Solo: Pouco exigente. Convém remexer o solo periodicamente para manter a planta em condições de cultivo óptimas e evitar o aparecimento de ervas daninhas.
Temperatura: Entre 5º C e 30º C, sendo a temperatura ideal entre 10ºC e 25ºC.Semear:Clima Frio: Março a Setembro Clima quente: Agosto a Fevereiro
Solo: Pouco exigente. Convém remexer o solo periodicamente para manter a planta em condições de cultivo óptimas e evitar o aparecimento de ervas daninhas.
Recomendações para a plantação:
Distância entre plantas 40 cm.Distância entre linhas ou sulcos 70 cm.Se cultivada em vaso deixar necessita de uma largura mínima de 20 cm, comprimento 20 cm e altura 20 cm.
Rega: Planta pouco exigente quanto a necessidade de água. A rega deve ser pouco frequente. Se for cultivada em vaso é necessário regar mais frequentemente, dado que se desidrata com mais frequência, sobretudo no Verão.
Adubação: Aconselhamos a utilização de um composto orgânico.
Colheita: O seu estado de colheita óptimo é quando a folha está bem formada e compacta; se amadurecer em excesso, a couve amolece, com tendência a espigar. Para colher, corte com a faca pelo tronco na base da couve.

Distância entre plantas 40 cm.Distância entre linhas ou sulcos 70 cm.Se cultivada em vaso deixar necessita de uma largura mínima de 20 cm, comprimento 20 cm e altura 20 cm.
Rega: Planta pouco exigente quanto a necessidade de água. A rega deve ser pouco frequente. Se for cultivada em vaso é necessário regar mais frequentemente, dado que se desidrata com mais frequência, sobretudo no Verão.
Adubação: Aconselhamos a utilização de um composto orgânico.
Colheita: O seu estado de colheita óptimo é quando a folha está bem formada e compacta; se amadurecer em excesso, a couve amolece, com tendência a espigar. Para colher, corte com a faca pelo tronco na base da couve.

Valor nutritivo: Proporciona maioritariamente água e quantidades muito inferiores de hidratos de carbono e proteínas, pelo que é pouco energética, embora constitua um alimento rico em vitaminas, sais minerais e fibras. Quanto a vitaminas, destaca-se a presença de vitamina C e betacaroteno ou pro-vitamina A.
O Broculo Ajuda no Combate ao CANCRO DA MAMA!!!
A investigação revelou que o sulforafano, um composto derivado dos bróculos, atinge e mata as células-alvo do cancro de mama, as células que promovem o crescimento tumoral. Duxin dom Ph.D., professor adjunto de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Michigan Faculdade de Farmácia e pesquisador da Universidade de Michigan Comprehensive Cancer Center, e seus
colegas testaram o composto em ratos com cancro de mama e em culturas de células de cancro de mama humano. Os resultados mostraram que o tratamento com sulforafano levou a uma queda significativa na população de células-alvo cancerígenas e impediu o desenvolvimento de novos tumores. Além disso, o composto teve pouco efeito sobre as células normais. Os autores concluíram:
"Estes resultados suportam a utilização de sulforafano para a quimioprevenção das células-alvo do cancro de mama e garante uma avaliação clínica".
colegas testaram o composto em ratos com cancro de mama e em culturas de células de cancro de mama humano. Os resultados mostraram que o tratamento com sulforafano levou a uma queda significativa na população de células-alvo cancerígenas e impediu o desenvolvimento de novos tumores. Além disso, o composto teve pouco efeito sobre as células normais. Os autores concluíram:
"Estes resultados suportam a utilização de sulforafano para a quimioprevenção das células-alvo do cancro de mama e garante uma avaliação clínica".
domingo, 11 de março de 2012
Como tratar ervas Daninhas num relvado!!!
Um leitor pediu-me a informação, de como poderia tratar o seu relvado. Pois tinha Ervas-Daninhas no seu Relvado e quer eliminaças, e eu vou postar informação, que normalmente é assim que costumo fazer.
Ver-se livre das ervas daninha da sua cobertura que se instala junto ao relvado que o sufoca. É o inimigo nº 1 da relva. Na verdade, instalam-se no local em que a relva perde a força. Quando há uma falta de luminosidade ou que o sol enfraquece superficialmente, a relva deixa uma parte do solo a nu e as ervas daninha vao ocupar esse espaço vazio. Se o relvado é mal cuidado, as ervas vão invadir rapidamente. O sulfato de ferro é o anti-musgo\anti-ervas daninhas mais frequentemente encontrado à venda. Ele mata rapidamente que vai enfraquece-las e devem ser de seguida ser retiradas. No entanto, não é aconselhável utilizá-lo sózinho: o sulfato de ferro acidifica o solo, o que vai encorajar a proliferação do musgo! O uso de um escarificador desalojará as ervas ao limpar o relvado. É uma das maneiras para limitar a presença das ervas, agindo mais nos sintomas do que na causa. É verdade que a melhor solução contra as ervas consiste simplesmente em espalhar cal agrícola, cerca de 100 gr por m², de preferência na Primavera. A cal torna o solo mais alcalino, o que vai desagradar as ervas daninhas, e vai dar mais vigor à relva. À sombra das árvores, pode ser preferível voltar a refazer a relva, remexer a terra e semear uma mistura rica de solo. Mas é verdade que as ervas daninhas tambem podem ter varias qualidades: apesar de tudo não é tão agradável poder andar descalço em cima das ervas e não ter de cortar a relva tantas vezes?
De todos os métodos, o que oferece melhores resultados e mais limpo é a limpeza manual.Retirar as rosetas. Essas folhas grandes, bem junto ao solo, não são nada elegantes. Uma vez nascidas não há outra solução para nos desfazermos delas: uma faca para as arrancar ou um herbicida para relva.
No primeiro caso, basta passar a lâmina abaixo da roseta e retirar a planta cortada.
O herbicida para relva é granulado e espalha-se pelo solo. Ele não vai retirar a planta (esta morre no sítio), o herbicida nela contido fica activo durante muito tempo, Para lutar contra os outros habitantes da relva como o trevo, as violetas ou a hera, apenas resta a solução química. Se não deseja recorrer à solução química, utilize os métodos que favoreçam a erva (gramíneas) em vez das plantas de folhas largas.Três receitas para uma relva bonitaPasse o rolo depois de cada chuvada: ao fazer isto vai encorajar a erva que dá origem à relva, a formar novas raízes e novos rebentos próximo do solo. É a melhor maneira de limitar a concorrência. Corte a relva o mais regularmente possível: ao cortar regularmente a relva, as plantas de folhas largas são desfavorecidas e a relva fica menos espaçada.
A maneira que eu utilizo é mesmo o corte todas as semanas, com a maquina de cortar relva...
quando nasce sempre no mesmo sitio ponho cal... e a relva depois volta a tapar ao se entrelaçar, isto se for grama, se for relvados de fofos e de dessa relva de rolo, convem jogar o herbicida, pois são relvados mais frageis que podem se queimar, e depois terem de substituir os pedaçõs queimados.
Espero que tenha sido util... Se precisarem de informações sobre cultivos, fale com a You Plant...
Ver-se livre das ervas daninha da sua cobertura que se instala junto ao relvado que o sufoca. É o inimigo nº 1 da relva. Na verdade, instalam-se no local em que a relva perde a força. Quando há uma falta de luminosidade ou que o sol enfraquece superficialmente, a relva deixa uma parte do solo a nu e as ervas daninha vao ocupar esse espaço vazio. Se o relvado é mal cuidado, as ervas vão invadir rapidamente. O sulfato de ferro é o anti-musgo\anti-ervas daninhas mais frequentemente encontrado à venda. Ele mata rapidamente que vai enfraquece-las e devem ser de seguida ser retiradas. No entanto, não é aconselhável utilizá-lo sózinho: o sulfato de ferro acidifica o solo, o que vai encorajar a proliferação do musgo! O uso de um escarificador desalojará as ervas ao limpar o relvado. É uma das maneiras para limitar a presença das ervas, agindo mais nos sintomas do que na causa. É verdade que a melhor solução contra as ervas consiste simplesmente em espalhar cal agrícola, cerca de 100 gr por m², de preferência na Primavera. A cal torna o solo mais alcalino, o que vai desagradar as ervas daninhas, e vai dar mais vigor à relva. À sombra das árvores, pode ser preferível voltar a refazer a relva, remexer a terra e semear uma mistura rica de solo. Mas é verdade que as ervas daninhas tambem podem ter varias qualidades: apesar de tudo não é tão agradável poder andar descalço em cima das ervas e não ter de cortar a relva tantas vezes?
De todos os métodos, o que oferece melhores resultados e mais limpo é a limpeza manual.Retirar as rosetas. Essas folhas grandes, bem junto ao solo, não são nada elegantes. Uma vez nascidas não há outra solução para nos desfazermos delas: uma faca para as arrancar ou um herbicida para relva.
No primeiro caso, basta passar a lâmina abaixo da roseta e retirar a planta cortada.
O herbicida para relva é granulado e espalha-se pelo solo. Ele não vai retirar a planta (esta morre no sítio), o herbicida nela contido fica activo durante muito tempo, Para lutar contra os outros habitantes da relva como o trevo, as violetas ou a hera, apenas resta a solução química. Se não deseja recorrer à solução química, utilize os métodos que favoreçam a erva (gramíneas) em vez das plantas de folhas largas.Três receitas para uma relva bonitaPasse o rolo depois de cada chuvada: ao fazer isto vai encorajar a erva que dá origem à relva, a formar novas raízes e novos rebentos próximo do solo. É a melhor maneira de limitar a concorrência. Corte a relva o mais regularmente possível: ao cortar regularmente a relva, as plantas de folhas largas são desfavorecidas e a relva fica menos espaçada.
A maneira que eu utilizo é mesmo o corte todas as semanas, com a maquina de cortar relva...
quando nasce sempre no mesmo sitio ponho cal... e a relva depois volta a tapar ao se entrelaçar, isto se for grama, se for relvados de fofos e de dessa relva de rolo, convem jogar o herbicida, pois são relvados mais frageis que podem se queimar, e depois terem de substituir os pedaçõs queimados.
Espero que tenha sido util... Se precisarem de informações sobre cultivos, fale com a You Plant...
sábado, 10 de março de 2012
Cultivo de Tomates
Neste post, vou publicar, informações sobre tomates. Espero que seja util para a sua proxima plantação de tomates.
O tomate é uma das culturas mais comuns do mundo, sendo uma fonte
importante de vitaminas e uma cultura comercial importante para pequenos agricultores e agricultores comerciais de escala média.
O tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) tornou-se num dos legumes mais importantes do mundo. Em 2001, a produção mundial do tomate atingiu um nível de, aproximadamente, 105 milhões de toneladas de frutos frescos produzidos numa área estimada de 3,9 milhões de ha.
Como se trata de uma cultura com um ciclo relativamente curto e de altos rendimentos, a cultura do tomate tem boas perspectivas económicas e a área cultivada está a aumentar cada dia. O tomate pertence à família das Solanáceas.
Esta família inclui também outras espécies conhecidas, como sejam a batata, o tabaco, os pimentos e a beringela. O tomate tem a sua origem na zona andina de América do Sul, mas foi
domesticado no México e introduzido na Europa em 1544. Mais tarde, disseminou-se da Europa para a Ásia meridional e oriental, África e Oriente Médio. Mais recentemente, distribuiu-se tomate silvestre para outras partes da América do Sul e do México.
O tomate é uma planta anual, que pode atingir uma altura de mais de dois metros. Contudo, na América do Sul, pode-se colher frutos das mesmas plantas durante vários anos consecutivos. A
primeira colheita pode-se realizar 45-55 dias após a florescência, ou 90-120 dias depois da sementeira. A forma dos frutos difere conforme a cultivar (variedade cultivada). A cor dos frutos varia entre amarelo e vermelho.
Pode-se distinguir entre dois tipos de tomateiro:
o tipo alto ou tipo indeterminado
o tipo arbusto o tipo determinado
Estes dois tipos (alto e arbusto) constituem dois tipos de culturas completamente diferentes. Contudo, existem também variedades de tomateiro de porte semideterminado.
As variedades altas (indeterminadas) são mais apropriadas para culturas com um período de colheita prolongado. Continuam a desenvolver-se após a florescência. Esta característica denomina-se `indeterminada’. Embora, sob condições tropicais, o desenvolvimento possa parar devido a doenças e ataques de insectos, as plantas têm, geralmente,
uma folhagem mais abundante. Por conseguinte, reduz-se a temperatura dentro da cultura e os frutos crescem à sombra das folhas. Como os frutos estão assim cobertos, não são danificados pela luz do sol e amadurecem mais lentamente. Um amadurecimento mais lento e uma
razão folhas/frutos elevada melhoram o sabor dos frutos e aumentam a doçura. Os tipos altos deverão ser suportados por uma armação, Os tipos baixos suportam-se, geralmente, por si mesmos e não precisam de serem empados. Sob condições climáticas severas, como sejam tufões, pode ser recomendável empar as plantas.
Os tipos determinados param o seu desenvolvimento depois da florescência. Como as suas necessidades de mão-de-obra são mais reduzidas, o seu uso é comum nos cultivos comerciais. Têm uma frutificação relativamente
concentrada dentro de, apenas, duas ou três semanas e os seus frutos amadurecem com muito maior rapidez do que os dos tipos indeterminados
Descrição botânica do tomateiro
Raizame: sistema radicular vigoroso com raiz axial que se desenvolve até atingir uma profundidade de 50 cm ou mais. A raiz principal produz um denso
conjunto de raízes laterais e adventícias.
Caule: o seu porte varia entre erecto a prostrado. Cresce até atingir uma altura de 2-4 m. O caule é sólido, áspero, peludo e glandular.
Folhagem: folhas dispostas de forma helicoidal, com 15-50 cm de comprimento e 10-30 cm de largo. As folhas são de forma oval até oblonga, cobertas com pêlos glandulares. Entre as folhas maiores encontram-se pequenas
folhas pinadas. A inflorescência é de forma agrupada (cacho), produzindo 6-
12 flores. O pecíolo tem um comprimento de 3-6 cm.
Flores: As flores são bisexuais, regulares e têm um diâmetro de 1,5 -2 cm.
Desenvolvem-se opostos ou entre as folhas. O tubo de cálice é curto e peludo, e as sépalas são persistentes. No geral, há 6 pétalas com um comprimento que pode atingir 1 cm, de cor amarela e recurvas quando maduras. Há 6
estames, e as anteras são de cor amarela clara dispostas em redor do estilete provisto de uma ponta alongada estéril. O ovário tem uma posição superior e contém 2-9 compartimentos. Na maioria dos casos há autopolinização, mas em parte também há polinização cruzada. Os polinizadores mais importantes são as abelhas e os abelhões.
Fruto: uma baga carnosa, de forma globular a achatada e com 2-15 cm de
diâmetro. O fruto não maduro é verde e peludo. A cor do fruto maduro varia
entre amarelo, cor-de-laranja a vermelho. No geral, o fruto é redondo, com
uma superfície lisa ou canelada. Sementes: abundantes, com forma de rim ou de pêra. São peludas, de cor castanha clara, com 3-5 mm de comprimento e 2-4 mm de largura. O embrião
está envolto no endosperma. O peso de 1000 sementes é, aproximadamente,
de 2,5 – 3,5 g.
Condições de Cultivo: Temperatura e luz .
O tomate requer um clima relativamente fresco, árido, para dar uma produção elevada de primeira qualidade. Contudo, esta planta adaptou-se a um amplo leque de condições climáticas, variando entre temperada a quente e húmida tropical. A temperatura óptima da maioria das variedades situa-se entre 21 a 24 °C. As plantas podem sobreviver certa amplitude de temperatura, mas abaixo de 10 °C e acima de 38 °C danificam-se os tecidos das mesmas. Os tomateiros reagem às variações da temperatura que têm lugar durante o ciclo de crescimento, de forma a que são afectadas p.ex. a germinação de sementes, o desenvolvimento de plântulas, a florescência, a frutificação e a qualidade dos frutos. Quando durante a florescência há períodos
persistentes de tempo fresco ou quente, reduz-se a produção de pólen e isto terá influência na frutificação. Quando há gelo, as plantas serão destruídas. Para prevenir danos provocados pelo gelo, é recomendável adiar a sementeira até o inverno ter acabado completamente. É possí-
vel semear antes desse momento, mas então deve ser feito dentro (em vasos ou tabuleiros). A intensidade da luz afecta a cor das folhas, a frutificação e a cor dos frutos.
Nas planícies tropicais, a temperatura mínima nocturna também é importante,
visto as temperaturas abaixo de 21 °C poderem provocar o aborto de frutos.
Água e humidade
Pode-se usar uma simples regra prática para determinar se o abastecimento local de água é suficiente para cultivar o tomate. Se houver plantas herbáceas (plantas com muitas folhas finas) a crescerem no ambiente natural, será possível cultivar-se tomate. De qualquer maneira, é necessário que se possa contar com um período de chuvas de três meses, no mínimo. O stress devido à escassez de humidade e períodos secos prolongados provocam a queda de botões e flores e a racha dos frutos. Contudo, quando há chuvas muito fortes e a humidade é demasiadamente alta, incrementar-se-ão o desenvolvimento de fungos e o apodrecimento dos frutos. Além disso, embora a nebulosidade abrande o amadurecimento dos tomates, existem cultivares adaptadas para uso nestas circunstâncias. As companhias produtoras de sementes fornecem variedades especiais de tomate apropriadas para o cultivo do mesmo em climas quentes e húmidos.
Solo O tomate cresce bem na maioria dos solos minerais com uma capacidade apropriada de retenção de água, arejamento, e isentos de salinidade. A planta prefere solos franco-arenosos profundos, bem drenados. A camada superficial deve ser permeável. Uma espessura do solo de
15 até 20 cm é favorável para o desenvolvimento de uma cultura saudável. Caso se trate de solos argilosos pesados, uma lavoura profunda permite uma melhor penetração das raízes.
O tomate é moderadamente tolerante a valores de pH de uma amplitude ampla (nível de acidez), mas desenvolve-se bem em solos com um pH= 5,5 – 6,8 com uma disponibilidade e abastecimento apropriados de nutrientes. A adição de matéria orgânica é, geralmente, favorável
para um crescimento adequado. Os solos com um teor muito alto de matéria orgânica, como sejam terras turfosas, são menos apropriados devido à sua alta capacidade de retenção de água e as deficiências de nutrientes.
O Cultivo - Preparação do terreno
É necessário lavrar o terreno com charrua (ou sachá-lo) de forma a prepará-lo para uma nova cultura. Desta maneira, melhora-se a estrutura e aumenta a capacidade de retenção de humidade. Em zonas onde a água constitui um factor limitante, a lavra do terreno aumenta também a conservação de água. A lavra do terreno depois da colheita da cultura anterior também melhora a estrutura do solo e a capacidade de retenção de humidade. Além disso, a exposição do solo ao sol ardente também ajuda a reduzir pragas e doenças transmitidas através do solo.
É necessário aplicar uma lavoura profunda para quebrar uma camada dura, impermeável do subsolo (calo de lavoura), remover as ervas daninhas e fazer com que o solo obtenha uma estrutura friável. Também estimula o crescimento das raízes (desenvolvimento radicular). É, geralmente, necessário passar o rastelo duas vezes para aplanar o terreno, desfazendo os torrões e removendo os restos da cultura anterior. O tomate pode ser cultivado em canteiros levantados, cômoros ou sulcos, para facilitar a drenagem ou a rega, respectivamente. Apesar disto, mais de 60% das culturas é ainda cultivada com uso da rega por inundação.
Preparação de Viveiro\Estufa
A cama de sementes deve ter uma largura de 60 - 120 cm e uma altura de 20-25 cm. O seu comprimento depende da quantidade desejada de plântulas. Devem-se remover torrões e restolhos. Acrescentar estrume de estábulo, bem decomposto, e areia fina. Fazer com que a cama de sementes obtenha uma estrutura friável. A fim de cultivar uma quantidade de plantas que seja suficiente para um hectare, dever-se-ão semear 150-200 g de sementes em 250 m2 de camas de sementes.
Traçar linhas, a uma distância de 10-15 cm, ao longo do comprimento da cama de sementes. Semear as sementes ralamente nas linhas e pressionar ligeiramente. Cobrir as sementes com areia fina e palha. Regar a cama de sementes duas vezes por dia para fazer com que haja suficiente humidade para a germinação. Depois da germinação a palha deve ser removida.
Cultivo das plântulas do tomate em recinto fechado O cultivo das plântulas do tomate em recinto fechado é um método fácil, rentável e saudável. Semear uma semente num vaso (de folha de bananeira) com um diâmetro de 7,5 cm ou num tabuleiro de plântulas. Cobrir, levemente,
as sementes com terra para vaso. Fazer com que a terra ou o composto seja húmido mas não encharcado. Colocar os vasos num local quente (até 27 ºC) e escuro (ver o Capítulo 7).
As plântulas surgirão dentro de 7-10 dias. Após a germinação, as plantas precisam de luz, mas não devem estar expostas directamente ao sol para prevenir que as folhas se queimem. Desbastar as plântulas, deixando a plântula mais sadia no vaso. Quando as raízes aparecem através do fundo do vaso (aproximadamente 4 semanas depois da sementeira), trasladar as plantas para um vaso maior (12,5 cm). Sete semanas após a sementeira das sementes, as plantas estarão prontas para serem transplantadas para o campo. Suportar as plantas com estacas (empar).
As plantas de vaso podem ser guardadas em recinto fechado. Cinco plantas fornecerão frutos saudáveis durante um período de até três meses para um agregado familiar de 5 pessoas.~
Nutrição
Organica
Estrume de estábulo, estrume das galinhas e composto são três tipos
de estrumes orgânicos.
É preferível usar o estrume de estábulo em solos arenosos em vez de em solos argilosos, visto que este estrume é muito pegajoso.
A aplicação do estrume a solos arenosos faz com que estes
já não se desagreguem tão facilmente e, por conseguinte, serão capazes de reterem uma maior quantidade de água.
O estrume das galinhas tem, geralmente, um vigor que iguala 3 até 4 vezes a do estrume de estábulo. O estrume de galinhas é um tipo de estrume muito valioso, visto as plantas poderem absorver facilmente os nutrientes procedentes do mesmo.
Vantagens do composto e do estrume.
Melhoram a fertilidade e a estrutura do solo, e reduzem a necessidade de aplicar fósforo (P), azoto (N) e potássio (K). Fornecem um leque de nutrientes
para as culturas e podem ser preparados num período de 2,5 – 3 meses...
Quimica
Os fertilizantes químicos (com excepção do cálcio) não melhoram a estrutura do solo mas enriquecem o solo fornecendo nutrientes. Os fertilizantes químicos são relativamente dispendiosos mas, desde o ponto de vista de teor de nutrientes, em algumas zonas o fertilizante é menos dispendioso do que o estrume. Num sistema de cultivo em pequena escala e em situações de preços variáveis e rendimentos limitados (devido à presença de doenças, um clima desfavorável ou solos deficientes) não vale a pena usar grandes quantidades de fertilizantes 20 A cultura do tomate químicos. Os fertilizantes químicos podem ser classificados em dois
grupos: fertilizantes compostos e fertilizantes simples. Fertilizantes químicos compostos.
Este tipo de fertilizante é uma mistura de azoto (=N), compostos fosfóricos (=P2O5) e potassa (=K2O). O fertilizante composto 12-24-12 contém 12% de N (azoto), 24% de P (fósforo) e 12% de K (potássio)
Rega
O tomate não é resistente à seca. Por conseguinte, os rendimentos diminuem consideravelmente após curtos períodos de escassez de água. É importante regar as plantas com frequência, particularmente durante a florescência e a frutificação. A quantidade de água necessária depende do tipo de solo e das condições climáticas (pluviosidade, humidade e temperatura). Em solos arenosos é particularmente importante regar com frequência (p.ex. 3 vezes por semana). Em boas circunstâncias uma rega por semana deve ser suficiente.
Poda
É importante que os tomateiros sejam podados, particularmente no caso de se tratar de arbustos densos e tipos indeterminados. Desta maneira, melhoram-se a intercepção da luz e a circulação do ar. À poda dos rebentos laterais chama-se desponta lateral. À poda da cabeça do
caule chama-se desponta apical. A necessidade da poda depende do tipo da planta e do tamanho e da qualidade dos frutos (se as plantas não forem podadas, crescerão de
forma aleatória e os frutos serão mais pequenos).
Rotação de culturas
Se se tratar de uma monocultura de tomate, é importante aplicar uma rotação de culturas. A rotação de culturas implica o plantio de diferentes culturas no campo em cada período de cultivo para apenas voltar ao plantio da mesma cultura depois de, no mínimo, três períodos de
cultivo. Desta maneira, interrompe-se o ciclo vital dos organismos patogénicos e reduz-se a possibilidade de danos provocados por doenças ou pragas.
Cultivar duas diferentes culturas sucessivas antes de plantar, novamente, o tomate no mesmo campo (quer dizer, uma vez por cada três períodos de cultivo, p.ex.: cereais-legumes-tomate).
Espero que o post tenha sido proveitoso e esperamos que You Plant!!!
Deixa_nos a tua opnião e as tuas fotos em youplantt@gmail.com
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